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junho 19, 2009
Margaridas e ternuras

junho 17, 2009
Só um lembrete do Mário...
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casaQuando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram-se 50 anos.
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade,
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho,
Desta forma, eu digo: não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo:
a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará jamais"
Mário Quintana
junho 13, 2009
junho 04, 2009
Do Livro "O Pequeno Príncipe"

'Você é eternamente responsável por aquilo que cativas."
Que quer dizer "cativar"?- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
(...)
maio 31, 2009
Tudo Posso

Posso, tudo posso Naquele que me fortalece
Nada e ninguém no mundo vai me fazer desistir
Quero, tudo quero, sem medo entregar meus projetos
Deixar-me guiar nos caminhos que Deus desejou pra mim e ali estar
Vou perseguir tudo aquilo que Deus já escolheu pra mim
Vou persistir, e mesmo nas marcas daquela dor
Do que ficou, vou me lembrar
E realizar o sonho mais lindo que Deus sonhou
Em meu lugar estar na espera de um novo que vai chegar
Vou persistir, continuar a esperar e crer
E mesmo quando a visão se turva e o coração só chora
Mas na alma, há certeza da vitória
Posso, tudo posso Naquele que me fortalece
Nada e ninguém no mundo vai me fazer desistir
Vou perseguir tudo aquilo que Deus já escolheu pra mim
Vou persistir, e mesmo nas marcas daquela dor
Do que ficou, vou me lembrar
E realizar o sonho mais lindo que Deus sonhou
Em meu lugar estar na espera de um novo que vai chegar
Vou persistir, continuar a esperar e crer ...
Eu vou sofrendo, mas seguindo enquanto tantos não entendem
Vou cantando minha história, profetizando
Que eu posso, tudo posso... em Jesus!
maio 20, 2009
Saia e respire o ar mais puro que puder. Sinta o perfume da vida. Veja as árvores, o movimento. Observe o céu, penetre no azul. Veja um pássaro em pleno vôo, e voe com ele para onde quer que seja. Olhe nos olhos das pessoas que encontrar - no mesmo sentido. Os homens mais bonitos. As mulheres mais bonitas. As vitrines. Não: não aceite convite para um café. Nem para nada ? nada! Nem pense em convidar ninguém. Passe pelas pessoas como abelha passando por margaridas em flor. Ultrapasse-as. Siga em frente. Veja a criança que passou. Troque sorrisos. Ande como estivesse passeando.
Compre então a flor mais bonita, e uma garrafa de vinho do melhor. Volte calmamente para casa e deixe o mundo no portão. Tire a roupa toda e ande nua por uns tempos, como desfilasse no Olimpo. Se o vinho for branco, ou rosé, ponha-o para resfriar um tempo, na temperatura que você prefere. Deixe uma comidinha preparada, daquela que você mais gosta, simples. Pode ser omelete de rum, com um pouquinho de caviar ao lado, ou peixe de água doce cozido em vinho branco e suco de laranja. Pode ser fatias de presunto com melão, ou arroz soltinho com caldo de feijão; ou salada de tomate com manga e agrião; ou dois ovos fritos na manteiga de cabra e cobertos com folhas de manjericão - qualquer coisa... A comida não importa qual, desde que seja boa e feita de amor. Comida, como sempre, é apenas pretexto.
O importante é você.
Troque os lençóis, coloque aqueles mais bonitos e macios, deixe a cama arrumadinha, esperando. Borrife um pouco de perfume no seu quarto, olhe-se no espelho, de frente, de lado, de costas, de dentro - e respire fundo. Acenda na sala um incenso - com fósforo, porque tem cheiro de pólvora - talvez um Poem, indiano, e espete a varetinha numa laranja madura. Ponha aquela música de que você mais gosta. Uma vela comprida e azul no castiçal de bronze. Desligue o telefone e todas as campainhas que houver no teu mundo.
Livre-se de tudo o que for supérfluo.
Tome então um banho demorado, com teu sabonete preferido. Cante alto no banheiro. Quando terminar, passe as mãos pelo corpo, como fosse para tirar-lhe todas as gotas de água que houver, espécie pura de massagem carinhosa. Enxugue-se com a melhor toalha. Maquiagem leve, baton discreto, o melhor perfume, aquele que lhe traga as mais deliciosas lembranças. A calcinha de algodão. Vista uma roupa linda, fresca, leve, macia. Prepare-se como se fosse a uma festa no teu corpo, uma festa onde a tua alma vai hoje ser rainha. Descalça, como deusa sorridente ao sair de um labirinto.
Respire mais fundo...
O vinho, que já fora escolhido com amor, deve agora ser aberto com mais amor ainda. Se possível, uma taça de cristal tcheco. Se não tiver, serve uma dessas francesas, grande. Ou um simples copo, transparente, bem lavado. Sirva delicadamente. Sente-se. Levante o copo contra a luz. Sinta a temperatura do vinho, sua cor, o seu cheiro. Esmague o vinho com a língua no céu da tua boca, como se esmagasse um cacho de uvas maduras num vinhedo do sul em dia de sol de primavera. E sinta o sabor.
Nenhuma expectativa. Ninguém vai chegar. Você já cuidou para que ninguém chegue nos próximos dois mil anos.
A festa é para uma só pessoa.
Você tem agora todo o tempo do mundo. Porque, se você não tiver todo o tempo do mundo, não adianta. (Se você tiver pressa vá fazer outra coisa!) Então arrume a mesa como se fosse a própria Babette. Um prato, um talher, um guardanapo de linho. A flor que você trouxe, num vasinho de cristal - ou numa garrafa vazia de qualquer coisa, tanto faz. Mas é indispensável a flor ao lado da vela. Todas as outras luzes apagadas. Acenda outro incenso. Baixe o volume da música. Nenhuma chance de que possa haver interrupção dessa liturgia de amor. Nenhuma possibilidade de haver intervenção do horror. Toda a atmosfera envolve então o teu corpo - e o consagra. À alma, ao vinho, ao silêncio - à vida! Você está com a consciência à flor da pele: seria capaz até de ouvir uma mosca tossir.
O ar fresco que penetra pela janela e levanta um pouco a cortina. Um cachorro late lá na rua, na esquina. Você se lembra de certas coisas que estão longe, e de outras que estão perto. Pega o talher como pegasse um violino, começa a comer, sem pressa alguma. Sem barulho. Mastiga demoradamente, sente o gostinho real daquilo que logo fará parte do teu corpo, do teu sangue.
E bebe o vivo, também sem pressa, como estivesse deitada num altar católico, olhando você mesma no teto da Sistina.
E sorri.
Por dentro, um festival de gostosuras.
A vela está balançando as sombras vivas das coisas livres. Você fica à mesa o tempo que quiser. Quando se der por satisfeita, leva para o quarto o castiçal, a flor, o silêncio, a vida. E a garrafa com o vinho que sobrar. Deita-se do modo mais confortável. Nenhuma expectativa, só o coração pulsando de alegria. Tira a roupa devagar, passa óleo de amêndoas no teu corpo, respira fundo duas ou três vezes. As mãos, bailarinas que deslizam pelos seios, dançam o que há de melhor. Acariciam. Então você enfia a mão direita por dentro da calcinha, sente o monte de Vênus, a floresta de pêlos macios, desbrava essa incógnita que atende pelo nome de menina. Passa os dedos leves nos seus lábios úmidos de amor, espalha delícias por todos os pontos.
(O dedo médio pode ser o máximo!)
Olhos fechados, você vai coleando, movendo-se numa coreografia de cobra em êxtase. Caminha até o topo da pequena montanha. E vai se tocando como se música. Devagarzinho... Você vai se amar como nunca - como sempre. Tua mão esquerda desliza pelos seios, umbigo, garganta, clavícula, boca. E a música crescendo, de tal forma que se pode ouvir teu sangue correndo por sob a pele. Há um rio dentro agora de você - fluente.
E que logo vai transbordar.
De alegria.
De prazer...
De tesão.
Você então viverá o maior orgasmo da tua vida.
(...)
Com certeza, você viverá hoje o mais belo sonho possível nos braços abertos do Amor, antes de seguir - livremente - em direção ao infinito de todas as coisas.
Edson Marques.
No livro: Solidão à Mil.
maio 17, 2009
Homem de cor

Escrito por uma criança africana….
Quando eu nasci, eu era negro.
Quando você nasceu, você era rosa.
Quando eu cresci, eu ainda era negro.
Quando você cresceu, você ficou branco
Quando eu pego sol, eu fico negro.
Quando você pega sol, você fica vermelho.
Quando eu sinto frio, eu continuo negro.
Quando você sente frio, você fica azul.
Quando eu tenho medo, eu fico negro.
Quando você tem medo, você fica verde.
Quando eu adoeço, eu fico negro.
Quando você adoece, você fica amarelo.
Quando eu morrer, eu vou permanecer negro.
Quando você morrer, você vai ficar cinza.
E é você que me chama de Homem de cor?
abril 29, 2009
por Pe Fábio de Melo

Quando a tarde engolia aos poucos as cores do dia e despejava sobre a terra
Os primeiros retalhos de sombra
Eu vi que Deus veio assentar-se
Perto do fogão de lenha da minha casa
Chegou sem alarde, retirou o chapéu da cabeça
E buscou um copo de água no pote de barro
Que ficava num lugar de sombra constante.
Ele tinha feições de homem feliz, realizado
Parecia imerso na alegria que é própria
De quem cumpriu a sina do dia e que agora
Recolhe a alegria cotidiana que lhe cabe
Eu o olhava e pensava:
Como é bom ter Deus dentro de casa!
Como é bom viver essa hora da vida
Em que tenho direito de ter um Deus só pra mim.
Cair nos seus braços, bagunçar-lhe os cabelos,
Puxar a caneta do seu bolso
E pedir que ele desenhasse um relógio
Bem bonito no meu braço
Mas aquele homem não era Deus,
Aquele homem era meu pai
E foi assim que eu descobri
Que meu pai com o seu jeito finito de ser Deus
Revela-me Deus com seu
Jeito infinito de ser homem.
abril 25, 2009
A cumplice, por Juca Chaves
que seja diferente
de todas que eu já tive,
de todas tão iguais
que seja minha amiga,
amante, confidente
a cúmplice de tudo
que eu fizer a mais.
No corpo tenha o Sol
no coração a Lua
a pele cor de sonho
as formas de maçãs
a fina transparência
uma elegância nua
o mágico fascínio
o cheiro das manhãs.
Eu quero uma mulher
de coloridos modos
que morda os lábios sempre
que for me abraçar
no seu falar provoque
o silenciar de todos
e seu silêncio obrigue
a me fazer sonhar
Que saiba receber
que saiba ser bem-vinda
que possa dar jeitinho
a tudo que fizer
que ao sorrir provoque
uma covinha linda
de dia, uma menina
a noite, uma mulher.
abril 22, 2009
Para ser feliz

Autor desconhecido
Sonhe com as estrelas, por Fernando Pessoa

Sonhe com estrelas, apenas sonhe,
elas só podem brilhar no céu.
Não tente deter o vento,
ele precisa correr por toda parte,
ele tem pressa de chegar, sabe-se lá aonde.
As lágrimas?Não as seque,
elas precisam correr na minha,
na sua,em todas as faces.
O sorriso! Esse,você deve segurar,
não o deixe ir embora,agarre-o!
Persiga um sonho,mas,não o deixe viver sozinho.
Alimente a sua alma com amor,cure as suas feridas com carinho.
Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades,mas,não enlouqueça por elas.
Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca.
Alague seu coração de esperanças,mas,não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber q precisa seguir,siga!
Se estiver tudo errado,comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades,mate-as.
Se perder um amor,não se perca!
Se o achar, segure-o!Circunda-se de rosas,ama, bebe e cala.
O mais é nada.
abril 14, 2009
Procura-se um amigo - Vinícius de Moraes

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coração.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações da infância.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.
Poema de amigo aprendiz, por Pe. Zezinho

Pe. Zezinho
março 18, 2009
março 09, 2009
Sentidos

Ele olhou e disse: Como podes pedir-me que evite a minha deusa?
Ela vislumbrou o horizonte: Porque não fotografas as ondas do mar?
Ele vislumbrou o seu horizonte: Para quê ir tão longe?
Deito-me na varanda do teu coração,
esperando pela tua sinfonia de aroma adocicado.
Inspiro o sabor da tua voz ao encostares a tua alma
à parede de chocolate que para ti construi.
Toco os teus cabelos de carvão
e desenho no meu peito uma constelação.
Meu aquário, sou o teu peixe verde, não digas adeus
.
Raphaela Blat
fevereiro 16, 2009
frase para refletir...

Não deixemos para amanhã o que podemos fazer hoje.
As sepulturas transbordam de boas ações deixadas para depois…
E, além disso, quem nos diz que viveremos até amanhã?
Devemos renascer e acumular somente as riquezas que nos pertencem,
lembrando de que somente o instante que escapa está sob nosso domínio.
Não podemos intercalar tempo entre um instante e outro,
pois esse não nos pertence”.
Pe. Pio
janeiro 24, 2009
Almas Perfumadas

Ao lado delas,
Ao lado delas,
Tem gente que tem cheiro de colo de Deus,
Ao lado delas,
Ao lado delas,
Ao lado delas,
Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no
Ao lado delas,
Ao lado delas,
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa,
Ao lado delas,
Ao lado delas,
Tem gente como você,
Carlos Drummond de Andrade
janeiro 13, 2009
Travessia
janeiro 04, 2009
Que bom que não sou a melhor de todas.

dezembro 27, 2008
JÁ ESTAMOS QUASE NO FINAL DO ANO

andando pelas mesmas ruas,
girando as mesmas chaves
para abrir as mesmas portas?
Sentado nas mesma cadeiras cadeiras,
ao lado das mesmas mesas,
fazendo sempre as mesmas coisas?
Com os mesmos amigos,
os mesmos amores, a mesma visão de mundo?
Beijando as mesmas bocas,
tocando os mesmos corpos
com o mesmo jeito,
os mesmos toques e o mesmo estilo?
A mesma instável instabilidade?
Repetindo a mesma angustiante rotina?
Onde está aquele projeto de vida?
onde está a coragem de mudar, a coragem de criar?
onde aquele entusiasmo e aquela ousadia de outrora?
onde aquela gostosura tão buscada
Onde estão aqueles sonhos todos?
Reaja: a vida é uma aventura extraordinária
e existem milhares de caminhos possíveis!
Reaja!
(Edson Marques)
novembro 07, 2008
Um dia...

Um dia, será possível o vizinho da frente ser amigo do vizinho do lado. Será possível o ser humano entender que ser humano é humano, não é máquina, ás vezes erra e por isso deverá ser perdoado. Será possível ver as pessoas sorrindo, saudando umas as outras.
Um dia será possível amar o sol, agradecer a chuva, repartir o pão.
Um dia, não importa quando, será possível visitar um doente sem que ele seja nosso parente. Será possível visitar orfanatos e cárceres. Será possível amar, sem procurar motivos para isso.
Um dia, será possível fazer elogios sinceros e recebê-los igualmente. Será possível se alegrar com a alegria do outro. E se sentir amado, dando amor ao outro. Nesse dia, muitos continuarão tendo o supérfluo e todos possuirão pelo menos, restritamente, o necessário.
Um dia, não importa o dia, valerão mais e mais ações e boas intenções, que puramente um gesto bonito.
Um dia, não haverá nenhum preconceito. Todo amor será permitido, toda luta valorizada. A vida deixará de ser um campo de batalha pela sobrevivência para se tornar um templo de amor. O homem de negócios terá tempo para pensar no próximo, o político encarará seu cargo como oportunidade de fazer algo a seu semelhante.
Um dia, não importa quando, os 365 dias do ano serão vividos como se fosse NATAL, com pessoas se confraternizando, desejando o bem comum, comemorando-os.
E o dia 25 de Dezembro será como o dia do nascimento de um menino que nos dá tanto, e que como presente daremos a ELE a alegria de nos ver vivendo como uma única e grande família, todos na perfeita união. E as luzes que se acendem em nossos corações se fundirão numa única LUZ, representando o imenso amor de Deus.
outubro 10, 2008
Pequenos gestos
É curioso observar como a vida nos oferece resposta aos mais variados questionamentos do cotidiano...Vejamos:
Os milênios se sucedem, segundo a segundo...
As mais violentas cachoeiras se formam de pequenas fontes...
A imponência do pinheiro e a beleza do ipê começaram ambas na simplicidade das sementes...
Não fosse a gota e não haveria chuvas...
O mais singelo ninho se fez de pequenos gravetos...
E a mais bela construção não se teria efetuado senão a partir do primeiro tijolo...
As imensas dunas se compõem de minúsculos grãos de areia...
Como já refere o adágio popular, nos menores frascos se guardam as melhores fragrâncias...
É quase incrível imaginar que apenas sete notas musicais tenham dado vida à "Ave Maria", de Bach, e à "Aleluia", de Hendel...
O brilhantismo de Einstein e a ternura de Tereza de Calcutá , tiveram que estagiar no período fetal...
Nem mesmo Jesus, expressão maior de Amor, dispensou a fragilidade do berço...
... Assim também o mundo de paz, de harmonia e de amor com que tanto sonhamos só será construído a partir de Pequenos Gestos de compreensão, solidariedade, respeito, ternura, fraternidade, benevolência, indulgência e perdão, dia a dia...
Ninguém pode mudar o mundo...
Mas podemos mudar uma pequena parcela dele...
Esta parcela nós chamamos de "Eu".
Não é fácil nem rápido...
Mas vale a pena tentar !
Vamos lá, não perca a oportunidade...
setembro 13, 2008
Pietá , Pe Fábio de Melo

Eu quero aprender com os acontecimentos. É um jeito de restituir a vida. É um jeito de consolar as mães e, quem sabe assim, ressuscitar os meninos.
A mulher parecia absorvida em sua dor. Trazia no rosto as marcas de um acontecimento que não combina com o tempo. Os dois anos já passados pareciam estacionados em seus olhos, como se a vida não pudesse mais realizar o seu processo natural de prosseguir. Há acontecimentos que não cabem no tempo. Uma dor não dura o mesmo tempo que o fato que a provoca. Ela vai além, muito além. A dor é uma extensão da vida.
O fato foi terrível. Aquela mulher encontrou o seu menino morto na piscina de sua casa. Teve também que retirá-lo das águas. Pegou-o ao colo, assim como tantas outras vezes. Aconchegou-o no peito, assim como nas noites em que o alimentava para que pudesse voltar a dormir tranqüilo. O amor é assim: é feito de madrugadas; feito de silêncios que atribuem sentidos; feito de olhares que contemplam os que amamos como continuidade do que somos. Aquela mulher sabia de tudo isso.
Ao retirar das águas o seu menino já sem vida, aquela mulher parecia cumprir no tempo o prolongamento da escultura de Michelangelo, Pietá (1498), a virgem que segura nos braços o seu filho morto. Pietá é a metáfora da dor materna que não tem nome. A morfologia de um sofrimento agudo que nos retira a fala e que nos dificulta as respostas.
Tive oportunidade de ouvir o seu relato. Contou-me com lágrimas teimosas o acontecido. O cenário era sugestivo. Estávamos à beira do rio Jordão, lugar onde Jesus foi batizado. Ela se aproximou e eu tive a graça de renovar o seu Batismo. Ao derramar água sobre a sua cabeça, foi inevitável o pensamento que me ocorreu. Um pensamento que de alguma forma já se estabelecia como prece. No meu coração, eu pedia a Deus que aquela mulher fosse capaz de retirar definitivamente o seu filho das águas. Pedi ao Senhor da vida que a ajudasse a sepultar o seu filho. Não o sepultamento do esquecimento, mas o que proporciona a ressurreição; aquele que nos dá coragem de olhar para a dor sem que ela nos sufoque.
Logo depois do gesto, enchi-me de coragem e recomendei-lhe com ternura: “Retire o seu menino das águas! Saia da beira da piscina e permita que a vida continue!”. Ela sorriu serena e disse que tentaria. Mais tarde, ela me pediu que escrevesse a frase dita. Eu escrevi. Mas resolvi escrever aqui também. Pode ser que essas palavras caiam nas mãos de pessoas que estejam com dificuldades de permitir o movimento da vida. Pode ser que hoje esse pequeno texto venha encontrar alguém que esteja paralisado pela dor, impossibilitado de prosseguir.
A virgem da piedade encontrou no filho a causa do seu prosseguimento. Pietá só é bela, porque conhecemos a sua continuidade. O filho ressurgiu. Aquele momento não é o definitivo. A dor é a ponte que a fez chegar ao lugar mais belo de seu coração. É a vida. E eu gostaria que não fosse assim. Que meninos não morressem antes da hora. Mas não posso mudar a ordem dos acontecimentos. O que posso é silenciar-me diante da cena e pedir que Deus nos encaminhe para o aprendizado que o acontecimento pode nos trazer.
fonte: revista Ir ao Povo
agosto 28, 2008
agosto 21, 2008
O poder das palavras, por Socorro Capiberibe

“As palavras tem um poder assustador...” – (Bess Sondel)
Brilhante afirmação de Bess Sondel !
Palavras levantam ou derrubam.
Palavras têm força. Peso. Poder.
Podem promover a paz ou podem provocar uma guerra.
Certamente já se ouviu falar de guerras que foram deflagradas, em conseqüência de algo que foi dito num momento impensado.
- Quem nunca experimentou situações de ódio, rancor, indiferença, paixão ou amor, despertadas por palavras proferidas no auge da exaltação?
Palavras têm ressonâncias eternas.
E, uma vez proferidas, como retirá-las?
Há sempre a possibilidade de um pedido de perdão ou a tentativa de alguma explicação para minimizar o impacto causado.
Palavras exigem reflexão, cautela, serenidade...
A reflexão e o cuidado previnem estragos que podem ser evitados.
Palavras podem ser bênçãos ou sentenças...
Que as nossas palavras jamais sejam sentenças.
agosto 14, 2008
Amor é síntese, por Mário Quintana

Por favor não me analise,
Amor, por Carlos Drummond de Andrade

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção. Pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e neste momento houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante e os olhos encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente divino: o amor.
Se um dia tiver que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.
Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.
Se você conseguir em pensamento sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite... se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...
Se você tiver a certeza que vai ver a pessoa envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela... se você preferir morrer antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida. É uma dádiva.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. Ou às vezes encontram e por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.
É o livre-arbítrio. Por isso preste atenção nos sinais, não deixe que as loucuras do dia a dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor.
agosto 02, 2008
LAÇOS

Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
Mário Quintana
julho 26, 2008
Amigo

Dê-me tempo
julho 24, 2008

julho 21, 2008
Livre arbítrio












