
ouvir as árvores,
sentir o vento,
decifrar nuvens,
embriagar-me de Sol,
tomar banho de Lua e contar estrelas.
Adormecer no colo da Mãe Terra,
embalada por seus movimentos suaves,
e me nutrir com sua energia...


Meu primeiro colo foi um canteiro.
Repare que há sempre uma mecha teimosa de cabelo: é o espírito selvagem que sopra em sua alma a refrescante sensação de estar unida à Terra. 
"Todas nós temos anseio pelo que é selvagem.
Existem poucos antídotos aceitos por nossa cultura para esse desejo ardente.
Ensinaram-nos a ter vergonha desse tipo de aspiração.
Deixamos crescer o cabelo e o usamos para esconder nossos sentimentos.
No entanto, o espectro da Mulher Selvagem ainda nos espreita de dia e de noite.
Não importa onde estejamos, a sombra que corre atrás de nós tem decididamente quatro patas."
"A paz não mora mais em nosso planeta.
Ela mudou-se para Marte, onde não existem seres humanos.
De lá, ela contempla aquela bela estrela azul.
E, com saudades de casa, chora.
Lembra das crianças assasinadas com tiros na nuca, corpos explodindo em prédios e trens, balas perdidas que encontram morada
Sente as ondas de dor, que de tão grandes chegam à ela, imóvel em sua contemplação.
A Paz chora, mas ainda não pensa
Precisamos escrever para ela.
Dizer que ela é nescessária à vida.
Que sem ela, caminhamos para uma inevitável extinção.
Pedir, implorar para que ela volte, pois sem ela seremos monstros,
feras insaciadas e ensandecidas.
Precisamos fazer algo para que ela acredite que ainda resta um pingo de esperança
nesse mar de dor e desespero.
A paz é uma idealista e crente.
Basta ela acreditar neste pequeno pingo, que ela volta
Vamos fazer um esforço."
Vamos escrever para ela...
Sérgio Borges
Blog Pirata da Rua







Com a correria dos tempos modernos, em meio a tantos compromissos, atividades e informações, os desencontros tornam-se cada vez mais freqüentes entre os familiares, de tal forma que os parentes mais próximos ou os amigos mais íntimos sentem-se órfãos do carinho e da cumplicidade, e tornam-se às vezes pessoas solitárias, estranhas, individualistas, quase inacessíveis.
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa