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setembro 15, 2010
Soneto a Lua
E mãos lânguidas, loucas e sem fim
Quem és, que és tu, não eu, e estás em mim
Impuro, como o bem que está nos puros?
Que paixão fez-te os lábios tão maduros
Num rosto como o teu criança assim
Quem te criou tão boa para o ruim
E tão fatal para os meus versos duros?
Fugaz, com que direito tens-me presa
A alma que por ti soluça nua
E não és Tatiana e nem Teresa:
E és tão pouco a mulher que anda na rua
Vagabunda, patética, indefesa
Ó minha branca e pequenina Lua!
Vinicius de Moraes.
setembro 14, 2010
setembro 06, 2010
O livro

Quando tocares num livro, fa-lo com subtil delicadeza.
Ao abrires as suas páginas, desliza os dedos ternamente.
Ao leres, vislumbra os sorrisos e as lágrimas que lhe correm.
Não o rasgues, nao o machuques, pois que a dor lhe dói.
Procura desvendar com os teus olhos todos os seus mistérios.
Depois, generosamente, acolhe-o no frescor dos teus encantos.
Acaricia o seu corpo com brandura, e recolhe-o ao peito.
Adormece-o a sonhar ao calor dos teus delírios.
A cada novo amanhecer, diz-lhe: Bom dia!
Pois todo o livro tem alma. Todo o livro tem coração.
agosto 31, 2010
Silêncios
agosto 30, 2010
Inocência de criança

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agosto 29, 2010
infinitude

De um outro amar, que é ceder, Pela unidade de todos nós.
Reinventar, reviver, Ressignificar o amor,
Que esse que estáJá não dá, caducou.
Essa já não é mais a época
De se ligar na própria dor!
E guerrear, sempre em nome do amor.
Pois o que ele quer É crescer o mais que der
Até a infinitude Do olhar, do ouvir,
Nas mãos em algum jardim,
Da gente da terra enfim.
Crescer, buscar, até chegar a Deus
Pra amar essa terra e os seus.
Djavan/Flávia Virgínia
agosto 28, 2010
agosto 23, 2010
pequena receita de felicidade

A felicidade só depende de você mesma, atrai-a para si, viva-a com os demais que lhe rodeia,
esse é seu tempo, assim como também é sua história.
Faça acontecer!
(Lu Barros)
















