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outubro 15, 2007

Um menino, um piano

Amigos, assistam na quinta-feira, dia 18/10, a entrevista do pianista Vitor Araújo no Programa do Jô na rede globo de televisão, trata-se de um jovem pernambucano com futuro promissor na área musical instrumental, de quem com muito orgulho sou tia e amiga. Vale a pena conferir e divulgar.


Virtuosa Molecagem (por Ana Paula Sousa)

Entre os muitos instrumentistas que subiram e desceram as ladeiras de Olinda (PE) na primeira semana de setembro estava um rapaz miúdo, 18 anos recém-completados, olhos que parecem mirar o horizonte. Convidado para os concertos da Mostra Internacional de Música de Olinda (MIMO), o recifense Vitor Araújo era aprendiz entre artistas como Isaac Karabtchevsky, Antonio Menezes, Egberto Gismonti e Dang Thai Son (pianista vietnamita). Mas seu piano moleque lotou o Convento São Francisco, no sábado 8, e deixou a platéia afoita. Se não tem a excelência dos colegas, Araújo tem de sobra uma capacidade: fazer o piano soar humano, simples. Durante o concerto, quase entortou as paredes da igreja habituada ao silêncio. Diante do altar refletido no piano de cauda, mexia os pés como se fosse clown, batucava na madeira como se fosse Naná Vasconcelos e conversava com o público. No repertório, peças de um arco amplo, como Villa-Lobos, Chico Buarque e uma melódica composição própria, trilha de um curta-metragem pernambucano. Tudo com notas e escalas imprevistas. Não à toa, teve as estripulias transformadas em polêmica. No ano passado, o compositor Marlos Nobre ameaçou processá-lo na Justiça por conta dos improvisos que desmontaram a partitura original."Você acredita? Já imaginou como o juiz ia ter que julgar isso? Ia dizer assim: Acusado de tocar o ré errado', ele brinca. Em Olinda, pôs um espectador para tocar com ele, numa brincadeira que soou bonita, e fez coro com a igreja. "Se vocês forem afinados, vai ficar lindo". Tocou um dó. Depois um si. E mandou o público entoar as duas notas num "ah" alongado. Ficou lindo.




"Quero mostrar que todo mundo pode fazer música. A distância que a música erudita cria é muito chata. A arte, pra mim, é inerente ao ser humano, então fico feliz de fazer o público perceber isso. A música racional demais, pra mim, não é arte não", diz, juvenil, sorridente. Sobre os improvisos, repete uma resposta ensaiada: "Não sou eu, é meu dedo".Começou a estudar piano clássico aos 10 anos e hoje faz faculdade de música. Começou a brincar de notas pretas e brancas com o público em novembro de 2006, no Teatro Santa Isabel (Recife), e vem ganhando fama. Em dezembro, com o patrocínio da prefeitura, gravará o primeiro DVD. "De repente, começou a aprecer uma coisa e outra. Fui convidado pelo Unicef pra tocar no Palácio do Planalto. Vir aqui foi demais. Além de tocar, conheci um bocado de músicos que, meu Deus, são muito bons". O nome dos ídolos, tem na ponta da língua. Gismonti é o "grande mestre". André Mehmari, o "gênio" da nova geração.O que ele não ouviu foi o sabiá que, enquanto tocava uma canção de Lenine, piou forte à porta da igreja. Vitor teria adorado saber que até o passarinho resolveu participar.Carta Capital, 19 de setembro de 2007, ano XIII, nº 462.












3 comentários:

Edson Marques disse...

Eluza,

Assistirei ao programa do Jô, para ver teu sobrinho.


Gostei do teu comentário ao meu post de ontem!


Abraços, flores, estrelas..

Marina Sabino disse...

pode deixar

Katherine disse...

Olá!!

Assisti ao programa e fiquei encantada com o talento do Vítor.
É indiscutível!!!
Já virei fã!!

Bjs... e mande um bj pra ele tb!!!