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julho 14, 2009

Gotinhas de madrepérola, por edson Marques


Gotinhas de madrepérola caem delicadas sobre mim.

Vou à praia tomando chuva.

Na areia, histórias onduladas, deliciosas, navegantes.

Calígula, você sabe, antes de invadir a Britânia, ordenou aos soldados das legiões romanas que catassem conchinhas à beira-mar.

Começo a pensar na beleza dos legionários tomando sol em vez de fazer a guerra.

Decido então distrair o meu espírito na Enseada, como fosse um Tibério na Ilha de Capri.E começo a catar conchinhas nesta plena quinta-feira, entre suspiros de amor e riscos na areia.

Exercito a coragem fazendo arte.

Tomo água de coco, e penso em ócios e negócios, em reais e fantasias.

Medito girando — e a praia dança.

Só me resta lembrar do que ontem me disse Kierkegaard: "Arriscar-se é perder o equilíbrio por uns tempos... Mas não se arriscar é perder-se a si mesmo para sempre".


Um comentário:

Lisa disse...

LIndo demais o poema de Edson Marques, meu poeta favorito, meu Deus Grego...o filósofo mais parecido comigo que já encontrei...
Suas façanhas, suas idéias, seus pensamentos sobre Liberdade, são dons preciosos, que só mesmo um se com tanta sabedoria pôde ser contemplado no dia do seu nascimento.
É por esse motivo que ele renasce a cada dia, sempre melhor....
Amo.....


beijos

Marilis